Quando calha de apanhar a esperança que vagueia pelos simplórios meandros da vivência…
E por vezes somos felizes. Por vezes parece que nada vai conseguir afectar a nossa felicidade. Futura, potencial, presente, real, abstracta ou imaginária. E não. Nestes momentos não. Nestes momentos há apenas momentos óptimos e momentos menos bons. Não há vontades de desaparecer. Não há vontades de começar de novo. Não há sentimentos de frustração, de pressão insuportável. Nestes momentos há vontade de viver. E consciência de que viver não é fácil. Mas há garra. Não se desiste. Tal pensamento é inconcebível. Pois a felicidade é tanta, pelo simples facto de se estar vivo e com isso se poder fazer o que se quiser, ser-se feliz como se quer, ser-se propriamente.
Não sei a felicidade deva ser o objectivo da nossa vida. É-o para muitos, com certeza. Hoje, para mim, não. Obtenho-a de simples momentos mágicos. Tenho-a sem querer e não evito chorar. Choro feliz. Choro de felicidade.
Pode ser estúpido. E eu sou irracional, bem sei. Pode ser fase. Momento. Mas, por favor, deixem-no durar. Pelo menos enquanto eu próprio conseguir manter a ilusão. Que hoje se materializou na coisa mais vulgar do mundo. Sou parvo… mas estou feliz… (:
[23 de Maio de 2008]
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