segunda-feira, 23 de março de 2009

Aqui sou feliz.

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Grita. Sonha. Vive. Sê.

Sabes..? Não sou assim tão boa pessoa.
Duas vidas tenho e duas vidas vivo. Muitas vezes alheado, num mundo aparte, não sabendo mais o que esperar. Nesse mundo, construído e reconstruído à minha vontade, sou figura central porque nele vivo e através dos meus olhos o faço, vejo, e sinto. E sinto o que nunca senti. Frequentemente o faço. Mas não é isso que interessa. É a descoberta e a felicidade.
A causa que, aí, me move não é apenas reflexo ocupacional, é sentido de existência, estruturante dela em todo o momento. Talvez por isso sempre batalhe nunca chegando a lado algum. Mas sempre vivo. Feliz na luta. Sem ao certo saber por quê. Nem porquê.
Vou vivendo, talvez seja isso... Desesperando para que os sonhos se tornem realidade e agudizando por viver subtil e secretamente afastado. Só queria poder sonhar acordado.

sábado, 21 de março de 2009

O gato da eutanásia.

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Foi libertado de tudo o que o prendia. Desligado das máquinas que o mantinham vivo, respirando e com o coração a bater. Pois já não queria continuar, apenas era forçado a isso. Que havia deles para salvar? Que havia para viver?
Só as ilusões delirantes protestavam, e o corpo mantinha-se. Continuava assim… Mas não quis e livrou-se de tudo o que o prendia. Desligou-se do que o mantinha vivo, respirando e com o coração a bater. Algo que nunca se esperaria. Feliz gato!
Porque também eu um dia vi, utopicamente, numa encosta improvável, ao largo de um oceano excepcionalmente hipnotizante, a celebração da vida. E aí soube que não seria mau sem homens. Senti-me feliz pela vida. E quis desligar-me.