
Acabou o ano. Ou melhor, começa um. Não expressei muito do que senti, porque senti muito. Mas disse o que queria dizer e escrevi-o na altura. Desabafei e contei-te. Não sei se consigo dizer como hoje estou e quem sou em poucas palavras. Talvez também não seja suposto. Às vezes ao olhar para o que já escrevi, só me parece que fui pondo cada vez mais em dúvida. Descobri muito, sim. E senti muito. Mas tenho poucas certezas. E tudo fica tão relativo em certos dias. Mas andando indo, penso que um dia ainda lá chegarei, espero. Onde quer que seja, que hoje acho que não sei tão bem. Um dia de cada vez talvez...
Todos os anos nos dão novas expectativas de renovação ou pelo menos de alguma mudança. Mudança para melhor. E poderá ser este ano. Poderá ser no próximo. Não sei. Nunca soube lidar com expectativas. Ou sempre lidei mal. Mas gozaremos este ano como pudermos. Hoje é aqui que estamos e é aqui que temos de aproveitar. Anota isso, será o nosso voto. E o ano que passou ainda teve momentos muito bons, não teve? Vamos estar aqui um para o outro de qualquer modo, sempre. Para a vida.
Não esquecerei aquilo que senti e por que passei. Não sou de definições, e cada vez menos. Mas isso define-me e espero que tenhas compreendido.
Setembro vai a meio. Podemos começar de novo? Olá, sou o Pedro Teixeira.
