quarta-feira, 29 de abril de 2009

Vede.

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Quanto mais vamos, mais nos agarramos.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Repercepções.

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Porque não te vejo longe? Porque me foges? É de mim?

Quero-te e não te tenho. Mas também não sei, não saberia como te ter. Não consigo. Nem ter-te, nem querer-te, nem amar-te. Ocorre-me hoje como um sonho de um dia feliz da criança iludida e inocente, o amor. O grande sentido dela. Não sei como escrever que não me vejo a amar, não me vejo contigo, com ninguém. Tanto, que não quero. Sabes como adoro sonhar, sabes como sou criança infantil e cheia de esperança. E temos tantos dias em que só a podemos perder que quero que não ma tires agora. Quero poder um dia ser o que for contigo. Quero um dia olhar para ti e poder sentir-me invadido.
Mas só me consigo sentir conspurcado. Desesperadamente incompatibilizado. À espera de descer de onde quer que me tornei tão inatingível, assim tão estóico.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Vontades da alma.

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"Into your window the sky will fall...."
from 'Monsters' - Electric President

Apetece-me subjugar-te. Gosto de olhar as coisas com superioridade e gostei de te ver, e ter, segundo esse prisma. Um dia serás meu. Meu para contigo fazer o que me apetecer. É que gosto da sensação de te ter. Ter-te submisso. Agarrado ao meu amor. Dependente de mim. E gosto da confiança com que olho os outros quando me sinto feliz, como só tu me sabes fazer. Gosto de ser forte, já que contigo só sei ser fraco. E gosto ainda mais quando me seduzes só com um olhar. Os teus gestos, todos os teus actos, o que disfarças e tentas esconder de mim, isso tudo, eu vejo isso tudo. E gosto. Tenho-te subjugado. Vejo-te de cima. E acho-te tão belo que só me apetece nunca sair desta prisão, desta chantagem por que me manténs amarrado. O amor que me tens. Tudo não passa de um jogo de vontades e caprichos no qual eu sou apenas o mais submisso, o derradeiro subjugado. Mas vou aprender as regras. E jogar a teu gosto.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Aqui sou feliz.

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Grita. Sonha. Vive. Sê.

Sabes..? Não sou assim tão boa pessoa.
Duas vidas tenho e duas vidas vivo. Muitas vezes alheado, num mundo aparte, não sabendo mais o que esperar. Nesse mundo, construído e reconstruído à minha vontade, sou figura central porque nele vivo e através dos meus olhos o faço, vejo, e sinto. E sinto o que nunca senti. Frequentemente o faço. Mas não é isso que interessa. É a descoberta e a felicidade.
A causa que, aí, me move não é apenas reflexo ocupacional, é sentido de existência, estruturante dela em todo o momento. Talvez por isso sempre batalhe nunca chegando a lado algum. Mas sempre vivo. Feliz na luta. Sem ao certo saber por quê. Nem porquê.
Vou vivendo, talvez seja isso... Desesperando para que os sonhos se tornem realidade e agudizando por viver subtil e secretamente afastado. Só queria poder sonhar acordado.

sábado, 21 de março de 2009

O gato da eutanásia.

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Foi libertado de tudo o que o prendia. Desligado das máquinas que o mantinham vivo, respirando e com o coração a bater. Pois já não queria continuar, apenas era forçado a isso. Que havia deles para salvar? Que havia para viver?
Só as ilusões delirantes protestavam, e o corpo mantinha-se. Continuava assim… Mas não quis e livrou-se de tudo o que o prendia. Desligou-se do que o mantinha vivo, respirando e com o coração a bater. Algo que nunca se esperaria. Feliz gato!
Porque também eu um dia vi, utopicamente, numa encosta improvável, ao largo de um oceano excepcionalmente hipnotizante, a celebração da vida. E aí soube que não seria mau sem homens. Senti-me feliz pela vida. E quis desligar-me.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

I just thought.

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"...don't know... I only wanted to have your life, you have everything..."
"no, I have nothing."

domingo, 16 de novembro de 2008

Straight ahead.

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É suposto ser assim..?

Um rumo traçado, uma decisão tomada, uma vida encaminhada. Pergunto-me: se nem as estradas são direitas, porque é assim a nossa vida..? E porque é que as poucas curvas que tomamos nunca nos levam numa direcção que queiramos?
Se há dias em que não gosto de rectitude, é hoje...! Talvez só queira o que não quero.

Like a feather.

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"How simple things could make this godless world move on so much faster...!"

O efeito que as pequenas e subtis coisas poderiam ter no mundo, se fossem apreciadas por todos nós todos os dias... o efeito que elas teriam se todos os dias tentássemos fazer o outro feliz, completando-nos... aquele efeito que poderia haver...