
Como é irónico tudo isto. "[...] and you don't need to bother..."
from ‘Bother’ – Stone Sour
Como é irónico o quanto o destino gosta de brincar connosco, como é irónico o quanto saltitamos de humor em humor e de sítio em sítio, até de vida em vida e às vezes até de personalidade em personalidade, para sempre irmos chocar contra aquela mesma velha existência. Um nojo de evento. De facto, nojento. E, no entanto, só me apetece rir da ironia, da ironia que conspurca toda esta vidinha da caca, que brinca comigo assim. Dando-me ignorância e total desprezo, reduzindo-me a um inócuo e vulgaríssimo ser rastejante, expectante. Nem tanto, que esses ao menos não fazem figura de parvos, que não agem nem culpados da sua herança genética podem ser. Deus, que riso de morte! Riso do descarte pessoal, de quem negligencia e usa a bom belo prazer quem pode e consegue e quando dá jeito. Vá, e quando apetece também.
Haverá palavras para tal? Sinto-me mudo de tanto querer berrar e não quero ser novamente redundante. Não sei, isto há-de passar. Mas é mau, ter mudado assim. Há coisas que agora me afectam e deixam marca. Ressentimento. Uma qualquer incapacidade de perdoar, não precisar de querer esquecer e seguir sempre bem. Agora não. Acumulo. Pelo menos por agora. Mas isso é contigo. Aliás, tudo é contigo. Tudo tem a ver contigo, gira tudo à tua volta. Outro nojo da minha vida. Até quando te ignoro só demonstro que fico a pensar mais em ti do que se não o fizesse. Mas eu até já estava bem melhor, desligado de ti. É o que se faz, ignora-se… e assim continuará a ser, agora mais que nunca. “Do never, but ever, forget those words”, disse-to ontem em mim. Cumprirei.
A vida é fodida e o amor é o maior filho da puta que conheço. Nunca mais te descobrem a cura, grande cabrão.
1 comentário:
cheguei À conclusao de que estamos num curso de artistas: todo o estudante de medicina tem blog
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