sábado, 25 de julho de 2009

Definição.

Photobucket

"You cannot find peace by avoiding life, Leonard."
from The Hours

Tenho tentado mostrar-te o que me define. As definições têm sido muitas. As mais variadas. Nenhuma delas define. E todas o fazem.
Já vi a felicidade à distância de um horizonte e eu não sou de correr atrás do que não posso atingir. Já desejei apenas paz e com ela não me contentei. Não a atingi. E não esqueci. Mas também mudei. De ideias, de opiniões, ideologias, filosofias, o que lhe queiras chamar. Por isso, agora, eu já sonho de novo com a felicidade que procurarei e que se materializará na busca. Posso já ter parte da paz a que ambiciono. Afinal, sou eu que traço os meus horizontes. Eu lá chegarei. Com calma.
Mas lembra-te de que isto são odes de fim de ciclo. Um acaba, outro começará. O que faço hoje é recordar as definições dos últimos meses e tentar de novo mostrar-tas. Para que não me deixes esquecer que seremos felizes, um dia. Amanhã ou depois. Desde que o sejamos. Não quero voltar a sentir o que já senti. Não gosto de definições passadas nem das que já não servem. E há muitas assim para deixar para trás. Se hoje ao olharmos para ontem não nos reconhecemos, amanhã te garanto que já não seremos nós a falar de hoje. E tu conheces-me. Sabes que eu não sou de definições.

sábado, 20 de junho de 2009

Os caminhos.

Photobucket

Sabes como é. Como sou. Assim.

Para mim, és como és. Assim. Como eu. Também assim sou. E não argumentes. Por mim, podes ser assim. Aliás, tens de ser. Senão, não és tu. És assim. É assim.
Ouve. Eu já me deixei de muito há muito tempo. Se hoje assim sou, nem me arrependo nem de outra maneira sei ser. É assim. Vivo com o que não posso mudar e evito o escusado. Conformismo, dizem às vezes. O que quer que os faça felizes. Não me interessa. É assim. Tento a felicidade dos meus todos os dias de todas as maneiras que sei e a minha constantemente e também quando me apetece. Há dias e dias. Mas é assim. Não vacilo por também sofrer ou porque isto não me faz sempre feliz. Penso que o sabes, sou assim por acaso. Não pelo sofrimento. Bem sei o que ele pode fazer às vidas. Mas compreende que eu só quero estar bem. Em paz. E isso não é contentamento ou conformismo. Eu até ambiciono mais que aquilo que tenho e sou. Sempre. Mas calma, a vida constrói-se. Deve haver tempo. E vai-se vendo. É assim.
Mas já sei, eu já sei. Tu és assim. E eu não. Mas mostra-te contente. Somos diferentes. E é por isso que não gostas só de ti. Conformado?

Conhecimentos.

Photobucket

A luz esteve sempre apagada, nunca acesa. Não vi. Pensei.

Pergunto-me o que será do futuro? O que acharei, o que acharás. De mim, de ti, dos outros e de nós. Espero um dia ter histórias para contar. Sabes como sou fantasioso com isso. Às vezes ainda penso é se não gostarei de me ouvir a mim próprio. Bem sei como consigo ser. E o que passam os que me ouvem. Como me rio com isso às vezes.
Mas sabes, pergunto-me sobre isso. O que terei passado? O que poderei dizer, desejar, recordar e gostar? Achas que chegarei lá...arrependido? Perdido em memórias ou em oportunidades passadas? Atormentado por monstros e fantasmas? Ou será que me vês antes plácido e nostálgico, até empático, vendo e com isso apenas sendo quietamente feliz? Sendo. Vês-me calmo, confortável, apreciando e aguardando..? Vês?
Não sei, já pensei saber tanto. Conhecer tudo. A clássica arrogância juvenil. Estúpida. Só nos sabe dar ilusões. Mas não estou triste. Não penses isso. Estou bem comigo mesmo. Sigo o curso da minha vida, igual e diferente de tantas outras. Mas não sei. Agora não sei. A inerente ignorância ao crescimento. Não sei tanta coisa.
Depois de tanto ver e de tanto não ter visto, só não sei. Nem que fazer, nem que pensar, nem que viver. Nem que desejar. Se pudesse desejar o que desejo, desejá-lo-ia. Mas não devo. A meu bem. Por isso deixa. Eu estou bem. Podes ir.
Deixa só uma luz, para eu ver. E não a deixes apagar-se. Senão, não sei.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

A ironia do gajo.

Photobucket

Como é irónico tudo isto. "[...] and you don't need to bother..."
from ‘Bother’ – Stone Sour

Como é irónico o quanto o destino gosta de brincar connosco, como é irónico o quanto saltitamos de humor em humor e de sítio em sítio, até de vida em vida e às vezes até de personalidade em personalidade, para sempre irmos chocar contra aquela mesma velha existência. Um nojo de evento. De facto, nojento. E, no entanto, só me apetece rir da ironia, da ironia que conspurca toda esta vidinha da caca, que brinca comigo assim. Dando-me ignorância e total desprezo, reduzindo-me a um inócuo e vulgaríssimo ser rastejante, expectante. Nem tanto, que esses ao menos não fazem figura de parvos, que não agem nem culpados da sua herança genética podem ser. Deus, que riso de morte! Riso do descarte pessoal, de quem negligencia e usa a bom belo prazer quem pode e consegue e quando dá jeito. Vá, e quando apetece também.
Haverá palavras para tal? Sinto-me mudo de tanto querer berrar e não quero ser novamente redundante. Não sei, isto há-de passar. Mas é mau, ter mudado assim. Há coisas que agora me afectam e deixam marca. Ressentimento. Uma qualquer incapacidade de perdoar, não precisar de querer esquecer e seguir sempre bem. Agora não. Acumulo. Pelo menos por agora. Mas isso é contigo. Aliás, tudo é contigo. Tudo tem a ver contigo, gira tudo à tua volta. Outro nojo da minha vida. Até quando te ignoro só demonstro que fico a pensar mais em ti do que se não o fizesse. Mas eu até já estava bem melhor, desligado de ti. É o que se faz, ignora-se… e assim continuará a ser, agora mais que nunca. “Do never, but ever, forget those words”, disse-to ontem em mim. Cumprirei.
A vida é fodida e o amor é o maior filho da puta que conheço. Nunca mais te descobrem a cura, grande cabrão.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Vede.

Photobucket

Quanto mais vamos, mais nos agarramos.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Repercepções.

Photobucket

Porque não te vejo longe? Porque me foges? É de mim?

Quero-te e não te tenho. Mas também não sei, não saberia como te ter. Não consigo. Nem ter-te, nem querer-te, nem amar-te. Ocorre-me hoje como um sonho de um dia feliz da criança iludida e inocente, o amor. O grande sentido dela. Não sei como escrever que não me vejo a amar, não me vejo contigo, com ninguém. Tanto, que não quero. Sabes como adoro sonhar, sabes como sou criança infantil e cheia de esperança. E temos tantos dias em que só a podemos perder que quero que não ma tires agora. Quero poder um dia ser o que for contigo. Quero um dia olhar para ti e poder sentir-me invadido.
Mas só me consigo sentir conspurcado. Desesperadamente incompatibilizado. À espera de descer de onde quer que me tornei tão inatingível, assim tão estóico.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Vontades da alma.

Photobucket

"Into your window the sky will fall...."
from 'Monsters' - Electric President

Apetece-me subjugar-te. Gosto de olhar as coisas com superioridade e gostei de te ver, e ter, segundo esse prisma. Um dia serás meu. Meu para contigo fazer o que me apetecer. É que gosto da sensação de te ter. Ter-te submisso. Agarrado ao meu amor. Dependente de mim. E gosto da confiança com que olho os outros quando me sinto feliz, como só tu me sabes fazer. Gosto de ser forte, já que contigo só sei ser fraco. E gosto ainda mais quando me seduzes só com um olhar. Os teus gestos, todos os teus actos, o que disfarças e tentas esconder de mim, isso tudo, eu vejo isso tudo. E gosto. Tenho-te subjugado. Vejo-te de cima. E acho-te tão belo que só me apetece nunca sair desta prisão, desta chantagem por que me manténs amarrado. O amor que me tens. Tudo não passa de um jogo de vontades e caprichos no qual eu sou apenas o mais submisso, o derradeiro subjugado. Mas vou aprender as regras. E jogar a teu gosto.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Aqui sou feliz.

Photobucket

Grita. Sonha. Vive. Sê.

Sabes..? Não sou assim tão boa pessoa.
Duas vidas tenho e duas vidas vivo. Muitas vezes alheado, num mundo aparte, não sabendo mais o que esperar. Nesse mundo, construído e reconstruído à minha vontade, sou figura central porque nele vivo e através dos meus olhos o faço, vejo, e sinto. E sinto o que nunca senti. Frequentemente o faço. Mas não é isso que interessa. É a descoberta e a felicidade.
A causa que, aí, me move não é apenas reflexo ocupacional, é sentido de existência, estruturante dela em todo o momento. Talvez por isso sempre batalhe nunca chegando a lado algum. Mas sempre vivo. Feliz na luta. Sem ao certo saber por quê. Nem porquê.
Vou vivendo, talvez seja isso... Desesperando para que os sonhos se tornem realidade e agudizando por viver subtil e secretamente afastado. Só queria poder sonhar acordado.